odc_site_peças gráficas_destaque1

odc_site_peças gráficas_destaque2

odc_site_peças gráficas_destaque3

 

 

odc_site_peças gráficas_destaque4

 

 

odc_site_peças gráficas_destaque5

 

 

odc_site_peças gráficas_destaque6

odc_site_peças gráficas_destaque7

odc_site_peças gráficas_destaque8

Carimbó, manifestação cultural que retrata a identidade do povo paraense

Ouça a matéria:

 

 

É o som do tambor que marca a sonoridade do carimbó. Para além de um ritmo, ele expressa a identidade cultural, artística, social, ambiental e histórica da região amazônica no estado do Pará.

O nome carimbó deriva do instrumento de percussão indígena chamado de curimbó, que na língua Tupi quer dizer pau oco. O curimbó é feito de um tronco de árvore escavada e possui uma das extremidades coberta por couro de boi, veado ou outro animal.

Existem ainda outros instrumentos que acompanham o gênero musical, como um par de maracás, milheiro – instrumento de zinco e que produz um som parecido ao do maracá – banjo, pandeiro, sopro – podendo ser uma flauta, clarinete ou saxofone.

Os músicos ficam ao redor dos curimbós. Os batedores, denominação dada àqueles que tocam o curimbó, sentam-se sobre os tambores e com as mãos tocam o instrumento que emite um som grave e que dita o ritmo e a dança.

A manifestação traz em seu bojo as influências culturais indígenas, africanas e portuguesas. O canto, a música, a dança e a formação instrumental foram tradicionalmente transmitidas pela oralidade, com forte presença no nordeste do Pará, nas cidades de Marapanim e ilha do Marajó, conhecidas como região do salgado.

As influências culturais indígena, negra e ibérica estão presentes nos instrumentos, na dança e na música

As letras das músicas, em geral, tratam do cotidiano do caboclo ribeirinho, do trabalho do agricultor e do pescador, mas também cantam sobre elementos da fauna e flora da região. Os compositores costumam ser agricultores ou pescadores, moradores do interior do Pará, de comunidades ribeirinhas e rurais da Amazônia.

A dança que acompanha o ritmo possui uma coreografia marcante, os passos são miúdos, e o casal dança de forma cíclica, como uma dança de roda, sem haver um contato físico.

Em 2014, o carimbó foi reconhecido como patrimônio cultural imaterial brasileiro pelo Iphan – o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Esta foi uma conquista de muitos grupos de carimbó, artistas e mestres que tiveram suas tradições culturais reconhecidas, como o mestre Verequete – que acabamos de ouvir um trecho da música. Ele é considerado um dos mais importantes do ritmo, devido à sua trajetória pessoal voltada para a composição de músicas de carimbó no estilo tradicional, o pau de corda.

Considerado o rei do carimbó, Augusto Gomes Rodrigues, nome de batismo do mestre Verequete, completaria 100 anos no dia 26 de agosto de 2016. Esta data, em Belém, é comemorado o Dia Municipal do Carimbó.

O mestre foi inspiração de muitos outros artistas como Pinduca, Nazaré Pereira, Dona Onete – que escutamos há pouco –, que conquistaram projeção nacional. Mas ainda existem diversos grupos de carimbó e mestres do ritmo que também contribuem com a preservação da memória coletiva e da identidade cultural do povo paraense.

 

Fonte: Portal Brasil de Fato – texto de Lilian Campelo

Imagem: Portal Brasil de Fato

Link permanente para este artigo: http://observatoriodadiversidade.org.br/site/carimbo-manifestacao-cultural-que-retrata-a-identidade-do-povo-paraense/

Livro conta a história de cinco mulheres indígenas líderes em suas comunidades

A publicação “Povos Indígenas no Brasil” reúne relatos do protagonismo feminino e aborda temas como maternidade e relações de poder dentro das comunidades indígenas.

Fátima, Josiane, Magaró, Aracy e Estela representam a liderança feminina indígena contemporânea e contam sobre o modo de vida tradicional e o efeito das mudanças climáticas. Os depoimentos do livro procuram dar voz às lideranças femininas dos povos Guarani, Wajãpi, Xavante, Tivcuna, Baikari, Tukano, Paumari, Ikpeng e Kawaiwate.

Segundo o Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2010, dos 817 mil indígenas pertencentes a mais de 240 povos, 444 mil são mulheres. Além dos desafios ligados ao contexto dos povos indígenas, como disputa de terras, avanço rural e violência no campo, as indígenas também enfrentam questões como a violência contra a mulher.

O livro publicado pelo Instituto Socioambiental (ISA) teve a primeira edição lançada em 2011. A 12ª edição cobre o período 2011/2016, trazendo 160 artigos e mais de 700 notícias sobre a atual situação dos índios brasileiros. A publicação completa pode ser encontrada no site do ISA.

 

Imagem: Portal Geledés

Link permanente para este artigo: http://observatoriodadiversidade.org.br/site/livro-conta-a-historia-de-cinco-mulheres-indigenas-lideres-em-suas-comunidades/

Coprodução Portugal-Brasil lança concurso de longa-metragem

O Programa Brasil de Todas as Telas abriu o edital binacional Brasil e Portugal em parceria com o Instituto do Cinema e do Audiovisual de Portugal (ICA-IP). Serão selecionados dois projetos de coprodutores minoritários brasileiros de obra cinematográfica de produção independente, dos gêneros de ficção, nas formas de documentário ou animação. Cada vencedor receberá o valor de 150 mil dólares. Simultaneamente, um concurso semelhante acontecerá em Portugal, selecionando outros dois projetos.

As inscrições devem ser realizadas pelo Sistema do FSA (Fundo Setorial do Audiovisual) até o dia 31 de maio. Poderão apresentar propostas de produção as empresas classificadas como produtoras brasileiras independentes na Agência Nacional do Cinema (Ancine). O resultado do concurso deve sair em outubro de 2017.

 

Imagem: Portal BRDE

Link permanente para este artigo: http://observatoriodadiversidade.org.br/site/coproducao-portugal-brasil-lanca-concurso-de-longa-metragem/

Posts mais antigos «