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Conheça o AFROFLIX o NETFLIX negro

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Uma plataforma que disponibiliza conteúdos audiovisuais online com a condição de que tenha pelo menos uma área de atuação técnica/artística assinada por uma pessoa negra. Assim é definido o AFROFLIX, serviço lançado no dia 17 de maio.

As produções aceitas pela plataforma vão de vlogs e videoclipes a curtas, longas, documentários e séries. A ideia do projeto é valorizar produções desenvolvidas por pessoas negras, que são tão invisibilizadas na sociedade. No Brasil, mesmo quando determinadas produções tratam de questões que envolvem a negritude, elas têm maior visibilidade quando desenvolvidas por pessoas brancas. Mudar essa situação é um dos objetivos do AFROFLIX.

Segundo o Agenda Preta, a equipe do site conta com seis mulheres negras: a diretora Yasmin Thayná, a jornalista Silvana Bahia, a desenvolvedora e UX designer Steffania Paola, a designer Bruna Souza e as pesquisadoras Monique Rocco e Erika Candido.

Fonte: Geledés

Imagem: Afroflix

Site: http://www.afroflix.com.br/

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‘Não existem índios no Brasil’, diz escritor em abertura de Congresso

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Para ele, a palavra ‘índio’ surgiu de maneira equivocada e reduz os povos

Autor de 43 livros, o indígena Daniel Munduruku foi o palestrante convidado para a abertura do 10º Congresso do Meio Ambiente em Poços de Caldas (MG) nesta quarta-feira (22). O indígena, que é doutor em educação e cursa pós-doutorado em literatura na Universidade Federal de São Carlos (Ufscar), falou sobre a ‘Mãe Terra e a Questão Indígena’ durante um bate-papo com os congressistas.

Em uma saudação na língua do povo ao qual pertence, abriu a fala e brincando, pediu licença a quem estava no ambiente. “Bom dia a todos os amigos aqui presentes, espero que este encontro seja tão bom para vocês como vai ser para mim”, saudou, em uma referência aos ancestrais. “Nossos avós diziam que quando vamos encontrar alguém, temos que ir com o coração aberto e alegre para que o encontro seja bom, desejando que as pessoas que estão no lugar se sintam da mesma forma”, pontuou, ao lembrar que estar conectado com o meio ambiente é estar conectado com a poesia do universo.

“Vou falar de outras tantas coisas que não são meio ambiente, mas também são. Quero olhar nos olhos e conversar. Para começar, vou destacar que não sou índio e que não existem índios no Brasil. O que existem são povos. Eu sou Munduruku e pertencer a um povo é ter participação dentro de uma tradição ancestral brasileira. Quando eu digo que não existem índios, quero dizer que existe uma diversidade muito grande de ancestralidade. São pelo menos 250 povos indígenas e são faladas pelo menos 180 línguas no Brasil”, disse.

Para ele, a palavra ‘índio’ surgiu de maneira equivocada e reduz os povos. “Está ligada a uma série de conceitos e pré-conceitos. Normalmente ela está vinculada a coisas negativas, embora haja muito romantismo na história, a maioria do pensamento quer dizer que o índio é um ser fora de moda, atrasado no tempo e selvagem. Alguém que está atrapalhando o progresso e continuamos reproduzindo um estereótipo que foi sendo passado ao longo da nossa história”, criticou.”

O bate-papo foi permeado por lembranças do indígena, que contou histórias sobre a própria vida, a fase de transição entre infância e adolescência e a perda do avô, que segundo ele, na tradição Munduruku, é quem transmite os ensinamentos dentro de uma família ou tribo. Com isso, ele chegou à dúvida dos presentes que era: como começou a escrever e se tornou acadêmico. “Quando meu avô morreu, me fez entender o que era ser Munduruku e eu sempre quis lembrar dele assim. Queria ser como ele, um contador de histórias. Demorei para saber como seria meu caminho, se seria na tribo ou na cidade, mas optei pela cidade e pela vida acadêmica e hoje estou aqui, transmitindo estas histórias que são tão cheias de sabedoria de vida e de meio ambiente”, pontuou.

Em relação ao meio ambiente e aos questionamentos feitos pelo público, o indígena destacou a questão da evolução humana e no Brasil a construção de barragens. “O povo Munduruku está sofrendo com a construção das barragens, seja em Belomonte, seja em Rondônia, enfim, eles estão lutando para viver. A natureza e o ambiente que os índios vivem fazem parte da humanidade deles. Eles lutam para se manterem e lutam por um Brasil inteiro que não tem a consciência de perceber isso. A luta pelo meio ambiente é a luta de todo povo brasileiro”, finalizou.

Fonte: G1

Foto: Jéssica Balbino/ G1

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Seminário internacional reúne especialistas para debate sobre Educação para a Cidadania Global

ODC_2016_05_24_01_Seminário internacional reúne especialistas para debate sobre Educação para a Cidadania  Global

 

A educação ganha novas dimensões no século XXI, que exigem dos alunos novas habilidades, valores e atitudes para se tornarem cidadãos criativos, críticos e responsáveis. Vários debates têm sinalizado a mudança no papel da educação visando construir uma sociedade mais justa, pacífica, tolerante e inclusiva. Este tema reuniu no dia 12 de maio, em São Paulo, cerca de 250 profissionais da educação, no Seminário Internacional Educação para a Cidadania Global. O evento foi promovido pela Fundação Santillana, UNESCO no Brasil e o EL PAÍS, com apresentação da Editora Moderna, apoio do Instituto Natura e da FecomercioSP, e o apoio institucional do Instituto Ayrton Senna, da Avalia Educacional, além do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime).

A mesa de abertura contou com a participação de André Lázaro, diretor da Fundação Santillana no Brasil; Isabel Amorim, diretora-executiva do EL PAÍS Brasil; Rebeca Otero, coordenadora de Educação da UNESCO no Brasil; Haroldo Rocha, secretário de Estado da Educação do Espírito Santo; Gabriel Chalita, secretário Municipal de Educação de São Paulo; e José Renato Nalini, secretário da Educação do Estado de São Paulo. Chalita destacou a importância de uma discussão sobre cidadania global apoiada num aprendizado que trabalhe as habilidades cognitivas e socioemocionais, e ressaltou que, hoje, o país tem mais consciência do papel da educação no desenvolvimento de outros setores, como emprego e saúde. Nalini, por sua vez, lembrou que a educação é um direito previsto na Constituição Federal, e que o governo, a família e a sociedade são corresponsáveis por ela.

No evento, foi apresentada e distribuída a publicação “Educação para a cidadania global – Preparando alunos para os desafios do século XXI”, que discute o papel da educação na construção de valores e habilidades para promover transformações sociais necessárias no século XXI. “Nós acreditamos que uma educação de qualidade irá, necessariamente, empoderar sujeitos para agirem por mudanças globais”, afirmou Rebeca Otero, coordenadora de Educação da UNESCO no Brasil. Este documento foi idealizado em consonância com a Agenda do Desenvolvimento Sustentável 2030, uma série de ações propostas pela Organização das Nações Unidas (ONU) no ano passado, em áreas de importância crucial para a humanidade e para o planeta. O material está disponível gratuitamente na internet por meio do link: http://unesdoc.unesco.org/images/0023/002343/234311por.pdf

Cecilia Barbieri, especialista sênior do Escritório Regional de Educação para a América Latina e o Caribe (OREALC/UNESCO Santiago), detalhou o documento da UNESCO e salientou que são necessárias mudanças nos sistemas de ensino na América Latina, com o envolvimento de todos os agentes educacionais, para a implementação das propostas da Organização ao longo dos próximos oito anos: “Os alunos precisam saber como aprender de forma independente, pensar criticamente, comunicar e resolver conflitos pacificamente. É preciso, ainda, promover conhecimento e respeito pelos valores universais fundamentais, como paz, direitos humanos, diversidade, justiça, democracia e tolerância. Dessa forma, eles poderão compreender a relação entre questões que estão acontecendo em âmbito local, nacional e global”. Barbieri também lembrou que 33,8 milhões de pessoas são analfabetas na região. Para a especialista, uma educação de qualidade responde às mudanças desse cenário, desde que estejam apoiadas em cinco esferas: relevância, pertinência, efetividade, eficiência e igualdade.

Na sequência, Cesar Callegari, membro do Conselho Nacional de Educação (CNE) e diretor da Faculdade SESI-SP de Educação, ministrou a palestra “A contribuição da Base Nacional Comum Curricular”, onde destacou a importância da BNCC para o avanço da educação brasileira. “O currículo escolar hoje é definido por fatores externos, por exemplo, os exames de larga escala e os materiais didáticos que definem os passos do professor. Esses elementos deveriam ser consequências, e não a essência da educação”. O professor explicou as modificações entre a primeira e a segunda versão do documento e criticou a proposta de um currículo mínimo para o Ensino Médio, que consta na última adaptação. “Não é apenas dispor conteúdos e conhecimentos para o estudante, mas, sim, adotar o compromisso de que crianças e jovens possam finalizar o seu ciclo de educação de forma colaborativa e autoral”. O palestrante lembrou que o Brasil avançou muito na área educacional ao criar um Plano Nacional de Educação (PNE) construído por toda a sociedade, e que garante os investimentos no setor, valoriza o magistério e estipula que toda criança brasileira deve ser alfabetizada na idade certa. Alertou para a necessidade de que seja cumprido o compromisso inscrito na lei do PNE de destinar recursos estáveis para a educação.

André Lázaro, diretor da Fundação Santillana no Brasil, ressaltou a importância de se criar consensos argumentativos e ambientes escolares com foco na prática de valores. Lembrou que recente iniciativa do Ministério da Educação mapeou a Criatividade e a Inovação na Educação Básica brasileira, identificando ações consistentes em diversas instituições, públicas, privadas ou de organizações da sociedade civil, inclusive em escolas indígenas e do campo: “O Brasil já vive a transição para uma educação criativa, inovadora e produtiva. Esta riqueza e variedade de iniciativas inovadoras, identificadas em todo o território nacional, estão em sintonia com a educação para a cidadania global, contribuindo também para responder aos diversos desafios no âmbito local. Precisamos conhecer melhor e valorizar o que sabemos fazer para a educação cidadã, educação para a vida”, comentou o professor durante a palestra “A educação de valor: formação para aprendizagens significativas ao longo da vida”.

Políticas públicas

Alessio da Costa Lima, presidente da Undime Nacional e dirigente municipal de Educação de Tabuleiro do Norte (CE), trouxe para o seminário um retrato da realidade do financiamento da educação municipal no Brasil. A entidade revela que dos 17 anos que um estudante conclui a Educação Básica no país (de zero a 17 anos), 14 deles são de responsabilidade dos municípios, que enfrentam limitações advindas da sistemática de arrecadação e destinação de recursos. “A maior parte do orçamento deve vir do ente federado que mais arrecada, uma vez que dos 60% arrecadados pelo governo federal, somente 20% são investidos no sistema educacional. Tendo em vista o cumprimento das metas do PNE – como colocar metade das crianças nas escolas em tempo integral -, temos um desafio: de onde sairão os recursos?”. Alessio alertou que um milhão de crianças e jovens abandonaram as escolas e que é necessário repensar o modelo atual, uma vez que as salas de aula não atraem mais os alunos. Concluiu sinalizando que, para superar esses desafios, é necessário melhorar a gestão, trazer recursos oriundos do petróleo e implementar o Custo Aluno Qualidade Inicial (CAQi), que trata do investimento mínimo por aluno para garantir padrões mínimos de qualidade de ensino para cada nível da Educação Básica.

Dentre os temas discutidos no período da tarde, destaque para a visão do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) sobre a educação para a cidadania global no Ensino Médio. Hélio Queiroz Daher, coordenador de Políticas para a Educação Básica da Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso do Sul, comentou diversos obstáculos relacionados à última etapa da Educação Básica e pontuou que, para a escola cumprir o seu papel no desenvolvimento de habilidades nos alunos visando atender às demandas globais, é preciso um olhar mais apurado nos desafios que rondam o Ensino Médio, em especial aqueles ligados à fase anterior: “Não podemos mais construir políticas públicas para o Ensino Médio e esquecer o Fundamental II. A fase carece de investimentos que são necessários para que os estudantes possam adentrar nos anos finais da Educação Básica preparados e, principalmente, motivados”.

Na palestra seguinte, as competências socioemocionais foram analisadas sob a perspectiva da preparação dos alunos para as novas demandas do século XXI, como solucionar conflitos e promover mudanças: “É na sala de aula que os alunos podem respeitar a coletividade e aprender a tomar decisões responsáveis”, destaca Ricardo Paes de Barros, economista-chefe do Instituto Ayrton Senna e professor no Insper. Apontando pesquisa focal realizada pelo Instituto Ayrton Senna com educadores do Espírito Santo, o especialista mostrou ao público que 84% dos docentes concordam que o tempo dedicado na escola ao desenvolvimento dessas habilidades potencializa o aprendizado nas disciplinas tradicionais, e lançou o seguinte desafio aos professores da plateia: “Na sua próxima aula, identifique uma competência socioemocional e a promova entre seus alunos”, sugeriu Paes de Barros, explicando que mesmo não intencionalmente, muitos docentes já praticam esse tipo de estratégia na escola.

Entidades da sociedade civil encerraram o encontro com discussão sobre os desafios e perspectivas em torno da promoção da Educação para a Cidadania Global nas escolas brasileiras. Representantes do Instituto Natura, Todos Pela Educação, Movimento pela Base Nacional Comum e Campanha Nacional pelo Direito à Educação concordaram que a educação em tempo integral é a chave para elevar a qualidade da educação brasileira e formar alunos capazes de enfrentar os desafios dos dias atuais. “Acreditamos que a escola em tempo integral é condição necessária à educação para a cidadania. É claro que ela não resolve todos os problemas da educação no país, mas a excelência em um ensino integral, que desenvolve o aluno nas esferas cognitiva, social e emocional, dificilmente será conquistada sem a extensão da jornada escolar. Nos países com altos resultados educacionais, a escola em tempo integral é regra e não exceção. Nós, do Instituto Natura, somos parceiros na implementação bem-sucedida destas escolas por secretarias estaduais e municipais de educação que, após a adoção de modelos que unem a perspectiva da educação integral com a extensão do tempo de aprendizagem, já registram expressivos avanços em índices educacionais”, afirmou David Saad, diretor-presidente do Instituto Natura.

Priscila Cruz, presidente-executiva do Todos pela Educação, apresentou uma visão dos distintos esforços e conceitos que buscam orientar a educação para a formação integral dos estudantes. O debate é de grande atualidade, vista a consciência de que não basta uma educação de memorização, mas é necessária uma educação de formação. Alice Ribeiro, secretária-executiva do Movimento pela Base Nacional Comum, elogiou o processo em curso de elaboração da BNCC, que tem permitido seu constante aperfeiçoamento por meio do diálogo coordenado pelo Ministério da Educação e a inclusão dos princípios da educação integral no texto apresentado. Já Maria Rehder, coordenadora de projetos da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, buscou trazer para o seminário vozes dos estudantes que têm se mobilizado, por meio da ocupação de escolas em diversos estados, em sua luta pelo direito à educação.

Confira as apresentações dos palestrantes do seminário em http://pt.slideshare.net/edmoderna

Sobre a Fundação Santillana

Constituída em 1979, a Fundação Santillana atua em prol da educação e da cultura no Brasil e na Ibero-América. Suas ações estão ligadas ao universo da educação, da informação e da edição, áreas onde tem elevado conhecimento graças à atuação dos grupos Santillana e Prisa, mantenedores da entidade. No Brasil desde 2001, a Fundação Santillana visa contribuir para o desenvolvimento educacional do País, fomentando diversas atividades que beneficiam estudantes, educadores e instituições educativas públicas e privadas. Promove e apoia cursos de formação, seminários e oficinas para professores e gestores; publica e divulga obras de referência nas áreas de avaliação e políticas públicas educacionais; além de estabelecer parcerias para a viabilização de projetos de incentivo à leitura, à cultura e à cidadania. Desde 2014, a Fundação conduz o programa “Liderança e conhecimento educativo”, que compartilha experiências inovadoras e difunde informações relevantes e estratégicas para a eficiência na gestão pública educacional. www.fundacaosantillana.org.br

Sobre a UNESCO

Criada em 1945, a UNESCO – Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura – é a agência da Organização das Nações Unidas (ONU) que trabalha para construir a cultura de paz entre os povos, por meio de ações em educação, ciências, cultura e comunicação. No Brasil, a UNESCO atua em projetos de cooperação para melhorar a qualidade da educação, erradicar a pobreza, promover o respeito aos direitos humanos, dar acesso à cultura e ao esporte, garantir direitos fundamentais e promover a cultura de paz. A UNESCO tem convicção no poder da educação, da cultura e da ciência na promoção de um mundo mais justo, mais inclusivo e humano, para que possamos construir uma convivência pacífica que nos permita avançar na direção de uma vida melhor e mais sustentável para todos. Mais sobre a UNESCO no Brasil em www.unesco.org/brasilia.

Fonte: Unesco

Imagem: http://unesdoc.unesco.org/images/0023/002343/234311por.pdf

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