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Resultado selecionados para o Curso de Gestão Cultural em Itaúna

Na próxima sexta-feira (19/10) tem início em Itaúna o Curso de Iniciação à Gestão Cultural do Observatório da Diversidade Cultural e o resultado da seleção já está disponível.

Confira a lista com os selecionados:

Alisson Bruno Nicacio
André dos Santos
Ayonara Coelho
Cristiane Lara
Dalton Miranda
Daniela Camargo
Dilson Júnior
Guilherme Carvalho
Guilherme Gontijo
Gustavo Henrique
Henrique Souza
Janaína Soares
Josiele Soares
Luisa Antune
Marcio Henrique Valerio
Patrícia Nogueira
Pedro Correa
Pedro Rodrigues
Saulo Campos
Simone Teixeira
Victor Oliveira

Para confirmar sua inscrição, os selecionados devem enviar e-mail para secretaria@observatóriodadiversidade.org.br ou mensagem de confirmação da participação por WhatsApp no número (31) 99610-1905.

As aulas, que começam nesta sexta-feira (19/10), acontecerão no Sesi Itaúna (Av. São João, 4147 – Graças): às sextas de 18h às 22h30 e aos sábados de 8h30 às 18h50, com pausas para almoço e intervalo.

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Dia dos Professores nas palavras do patrono da educação: Paulo Freire

Em tempos em que a verdade é commodity disputada por meio de discursos de ódio e narrativas inventadas, celebramos o Dia do Professores com citações do Paulo Freire, referência mundial sobre educação, que abordam a importância da conscientização sobre a realidade.

Foto: Creative Commons CC

“A conscientização é, […] um teste de realidade. Quanto mais conscientização, mais se “des-vela” a realidade, mais se penetra na essência fenomênica do objeto, frente ao qual nos encontramos para analisá-lo. Por esta mesma razão, a conscientização não consiste em “estar frente à realidade” assumindo uma posição falsamente intelectual. A conscientização não pode existir fora da “práxis”, ou melhor, sem o ato ação-reflexão. Esta unidade dialética constitui, de maneira permanente, o modo se ser ou de transformar o mundo que caracteriza os homens”

“Num primeiro momento a realidade não se dá aos homens como objeto cognoscível por sua consciência crítica. Noutros termos, na aproximação espontânea que o homem faz do mundo, a posição normal fundamental não é uma posição crítica, mas uma posição ingênua. A este nível espontâneo, o homem ao aproximar-se da realidade faz simplesmente a experiência da realidade na qual ele está e procura.”

“A conscientização implica, pois, que ultrapassemos a esfera espontânea de apreensão da realidade, para chegarmos a uma esfera crítica na qual a realidade se dá como objeto cognoscível e na qual o homem assume uma posição epistemológica.”

“Para mim o utópico não é o irrealizável, a utopia não é o idealismo, é a dialetização dos atos de denunciar e anunciar, o ato de denunciar a estrutura desumanizante e de anunciar a estrutura humanizante.  Por esta razão, a utopia é também um compromisso histórico […] somente podem ser proféticos os que anunciam e denunciam, comprometidos permanentemente num processo radical de transformação do mundo, para que os homens possam ser mais. Os homens reacionários, os homens opressores não podem ser utópicos. Não podem ser proféticos e, portanto, não podem ter esperança.”

Nossa gratidão a todos os professores e responsáveis pela educação de maneira geral neste 15 de outubro.

Trechos extraídos de: FREIRE, Paulo. Conscientização: teoria e prática da libertação: uma introdução ao pensamento de Paulo Freire. São Paulo: Cortez, 1980.

 

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Levantamento mostra como a falta de mulheres negras na inovação pode resultar no aumento da desigualdade social

Organização Social Olabi divulga pesquisa para alertar ausência de diversidade na tecnologia

Foto: Creative Commons

Motivado por entender quem são as mulheres negras que atuam no campo da tecnologia no Brasil, o Olabi, organização social que democratiza a produção de tecnologia em prol da diversidade, elaborou o mapeamento a partir de um formulário respondido pelas entrevistadas de forma online. Em quatro meses, 570 histórias de mulheres negras e indígenas de 17 a 67 anos, das cinco regiões do país, foram coletadas. Apesar das reclamações sobre racismo, machismo no ambiente de trabalho, falta de referências e em quem se inspirar, dificuldade de acesso a ambientes de ensino e aprendizagem, as participantes se mostraram entusiasmadas em ocupar cada vez mais esses espaços.

O estudo traz alguns dados da realidade feminina dentro desse mercado: somente 20% das entrevistadas conheciam alguma iniciativa que ligava mulheres negras à tecnologia; apenas 22% entraram na área por meio de centro formal de ensino (como escola técnica e universidade); e pouco mais da maioria, 52%, acredita que a internet, grupos informais de apoio ou outras formas autodidatas são o melhor caminho para aprender assuntos ligados à tecnologia.

Silvana Bahia, diretora do Olabi e coordenadora do Pretalab, reforça que

“democratizar o acesso às tecnologias não é sobre ampliar o consumo, mas sobre a possibilidade de criar as aplicações. Se as mulheres negras não estiverem nesse processo, se não existirem ações para que elas estejam nesse processo, vamos perder totalmente nosso poder de integração no mundo”.

 

Para Bahia, a ausência de mulheres negras e indígenas nos espaços voltados para  a área de tecnologia e inovação está ligada diretamente a dois fatores: acesso e falta de referência. “Quase tudo relacionado a esse campo é caro, em inglês e são raras as políticas (públicas ou privadas) destinadas ao nosso ingresso e permanência nesses espaços. A falta de referência é outro fator determinante: se ser uma mulher nas tecnologias já é um desafio, imagina para nós, negras. A ausência de referências positivas sobre mulheres negras e indígenas é uma questão social que perpassa não apenas o mundo das tecnologias, mas os mais variados campos profissionais e de poder”, afirma.

Sediado no Rio de Janeiro e fundado em 2014, o Olabi conta com uma série de projetos sociais e já trabalhou com empresas, fundações e institutos, entre eles a Fundação Ford (principal mantenedora), Museu do Amanhã, Shell e Instituto Nacional de Tecnologia. A organização já beneficiou mais de 20 mil pessoas com atividades educacionais focadas na democratização das tecnologias. Atualmente, atua em favor da inovação na educação, empoderamento feminino e sustentabilidade, estimulando mudança de cultura em prol da diversidade e da redução das desigualdades sociais. É parte da rede global dos fab labs (abreviação para “laboratórios de fabricação”, em inglês), criada no MIT pelo Global Innovation Gathering, nos Estados Unidos, que já teve o trabalho exposto em conferências de inovação de mais de 20 países nos cinco continentes.

Mais informações sobre a organização podem ser encontradas no endereço www.olabi.org.br.

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