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Cadeia Produtiva da Economia da Música em Belo Horizonte (Fundação João Pinheiro / Sebrae)

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Viver da arte é um ofício que exige muito no Brasil, país marcado por indefinições e descontinuidades na política cultural, por visões preconceituosas da arte e da cultura, que ainda dissociam a cultura do trabalho e da economia.

Essa postura anacrônica tem consequências absurdas: a perda do domínio do próprio processo cultural, o desconhecimento tácito de sua importância, já que não se faz um levantamento sistemático e periódico de informações de base sobre o setor.

Tamanho desconhecimento ressalta o descompromisso com a cultura do país e resulta em fragmentação, descontinuidade, falta de orientação, desorganização e crises permanentes de sustentabilidade. Entre a ausência de qualquer política cultural e de financiamento, proliferam as políticas centradas na instabilidade, marcadas pela
exclusão espacial e de milhões de artistas que vivem – acima e apesar das políticas – neste enorme celeiro cultural que é o Brasil.

É chegada a hora de enxergar a cultura como um dos pilares da economia: o papel simbólico do setor cultural é um dos principais determinantes de todas as escolhas que, afinal, resultam na alocação de recursos, decisão básica e fundamental para a economia.

Ausência de dados é também ausência de vontade de conhecer e de valorizar. A arte e a cultura precisam sair de seu lugar periférico: o de ofício desvalorizado e desassociado do trabalho.

Não que o Estado não tenha feito nada no campo da cultura. Porém praticamente nada foi feito a partir do conhecimento da realidade, baseado em informações sobre o setor, como se faz com os demais setores da economia.

O levantamento de dados no setor cultural tem sido historicamente relegado ao setor privado. É recente a sistematização de dados sobre a cultura, dando início ao conhecimento sistemático do setor.

E não se pode perder de vista que informação significa, entre outras coisas, poder.

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Situação da Educação Brasileira: Avanços e Problemas (Comunicado Ipea nº 66 – PNAD 2009: Primeiros Resultados)

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Comunicado n° 66 analisa avanços e desafios da educação com base nos dados de 2009 do IBGE. O comunicado é o quinto da série de análises do Instituto sobre os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2009, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (PNAD/IBGE). A análise busca refletir os avanços e problemas verificados na educação brasileira no período de 1992 a 2009.

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Identidade e diversidade cultural: paradoxos e articulações para uma política pública (Amanda Microni Macedo Alves)

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Esta pesquisa investiga as possibilidades e limites de articulação entre as noções de identidade e diversidade cultural, no plano teórico e através do exame de uma política pública federal brasileira de proteção e promoção da diversidade cultural, tendo como pano de fundo o possível diálogo entre elas. No Brasil, um exemplo de política pública na tentativa de fomento à noção de diversidade cultural é a criação em 2003 da Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura (SID/MinC) se comprometendo em promover o diálogo e o debate com setores representativos da diversidade cultural brasileira desprovidos de políticas públicas, fomentando a cidadania cultural. Através dos princípios e ações da Secretaria da Identidade e
Diversidade Cultural no Brasil, e análise de seus documentos, informações no site e entrevistas com seus membros, gestores e técnicos, são apresentadas dois tipos de articulação possíveis entre tais noções, bem como outras características que as complementam.

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