Parceria entre Secretaria da Justi莽a e Cidadania do Cear谩 e Instituto Negra do Cear谩 busca dar voz e visibilidade 脿s mulheres encarceradas do Estado
Desenvolver e promover a cidadania dentro das pris玫es 茅 um dos desafios da Secretaria da Justi莽a e Cidadania (Sejus). E 茅 por meio de uma parceria com o Instituto Negra do Cear谩 (Inegra) que a Sejus busca dar voz e visibilidade 脿s mulheres encarceradas do Estado. No 煤ltimo dia 11 (quarta), no Instituto Penal Feminino Desembargadora Auri Moura Costa (IPF), o Inegra deu in铆cio a uma forma莽茫o pol铆tica para 90 internas do sistema prisional, intitulada “Pelas Asas de Maat”.
Considerada a deusa eg铆pcia da verdade e justi莽a, Maat d谩 nome ao projeto que tem como base a toler芒ncia, o respeito e a igualdade em meio 脿s desigualdades e contradi莽玫es da atual sociedade brasileira. Ao todo, ser茫o tr锚s turmas com 30 mulheres cada, em uma forma莽茫o que dura aproximadamente tr锚s meses. A primeira e a segunda iniciaram as atividades em novembro, a partir do dia 11. A terceira turma fica para fevereiro de 2016.
A forma莽茫o tem dura莽茫o aproximada de 42 horas de encontros divididos em sete m贸dulos. As rela莽玫es de g锚neros, patriarcais, 茅tnicas, raciais e as rela莽玫es de classe ser茫o abordadas nas conversas com as internas, assim como os temas dos direitos humanos, acesso 脿 justi莽a e popula莽茫o carcer谩ria. A metodologia da forma莽茫o tem car谩ter participativo, com a partilha de saberes para uma constru莽茫o coletiva.
O projeto foi aprovado e 茅 apoiado financeiramente pelo Fundo Brasil de Direitos Humanos. Al茅m da parceria com a Sejus, a forma莽茫o tem o apoio da Pastoral Carcer谩ria, do Escrit贸rio Frei Tito de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa e do F贸rum Cearense de Mulheres. Colaboradores dessas entidades tamb茅m estar茫o presentes na forma莽茫o para abordar os temas selecionados em cada m贸dulo.
Para a assessora especial de cidadania da Sejus, L煤cia Bertini, o projeto se difere dos demais por ser uma forma莽茫o que n茫o 茅 voltada para o trabalho ou educa莽茫o, mas para a cidadania. “脡 uma forma莽茫o para o empoderamento delas como sujeitos de direitos”, pontua.
Uma das coordenadoras do projeto pelo Inegra, Iara, acredita que ao final da forma莽茫o, ser谩 poss铆vel tra莽ar um perfil qualitativo dessas mulheres. “Com a troca de experi锚ncias e o conhecimento compartilhado, n贸s pensamos em realizar semin谩rios, audi锚ncias p煤blicas e outras atividades que deem seguimento 脿s discuss玫es sobre a voz feminina dentro das pris玫es”, afirma. Uma cartilha com os direitos das mulheres encarceradas tamb茅m ser谩 produzida e entregue no pres铆dio feminino.
Fonte: http://www.ceara.gov.br/
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