Ana Cl谩udia Alexandre
O conflito era aceito por todos. Era uma pessoa diferente.聽 N茫o agradava, mas, transmitia uma segura forma de se revelar que convencia. Tinha uma natureza generosa, mas uma l铆ngua mordaz, que machucava e ofendia. A dificuldade em encontrar um termo ou uma defini莽茫o para pessoa t茫o estranha e que fugia de todos os estere贸tipos somente foi obtida quando algu茅m a sintetizou numa palavra convincente: humana.
Sim era uma pessoa humana. E o Ser humano pode ser qualquer coisa.聽 At茅 mesmo uma contradi莽茫o ambulante, e, isto trouxe a lembran莽a daquela frase do poeta: 鈥減refiro ser uma metamorfose ambulante do que ter aquela velha opini茫o formada sobre tudo鈥. [1]
Opini茫o. Afinal era bem melhor que todo mundo tivesse a sua, mas n茫o era a diverg锚ncia de opini茫o o foco causador de conflitos? Parece que o fil贸sofo Hume[2] quando disse que todo conhecimento humano deveria ser considerado opini茫o, nos reduziu a uma condi莽茫o de incerteza t茫o intr铆nseca a nossa natureza que nos garantiu a liberdade da metamorfose, a necessidade de utiliza莽茫o plena do conte煤do m谩ximo da nossa espec铆fica caracter铆stica de seres incertos, que sabem que nada sabem, e, com isto nos livrou do conflito, pois, podemos mediar: trocar opini玫es e construir consensos.
Essa segunda op莽茫o, a de perder uma opini茫o e construir uma realidade compartilhada para conviver melhor com aquele que pensa diferente, 茅 o princ铆pio instaurador da media莽茫o. A instrumentalidade da media莽茫o tem sido objeto de v谩rios estudos e escolas orientadoras da sua aplicabilidade. Desde a t茅cnica tradicional linear de Harvard[3] 脿 transformativa de Bush e Folger[4], vivenciamos um momento 铆mpar no ambiente jur铆dico: como em um tabuleiro de xadrez, est谩 em xeque a pr谩tica jur铆dica do lit铆gio, fomentada por uma estrutura de poder hegem么nica, e de manuten莽茫o de privil茅gios com base em t茅cnicas de domina莽茫o.
O cidad茫o que se constr贸i, e por isto opina 茅 livre. O Cidad茫o que quer construir e transforma sua opini茫o em consenso para permitir uma conviv锚ncia n茫o violenta exerce a sua liberdade. A pr谩tica de uma vida coletiva n茫o violenta necessita previamente dessa consciente pr谩tica individual opinativa que acaba sendo a geratriz do conflito. A media莽茫o provoca a pr谩tica da alteridade que aceita o outro singular, e, portanto, a sua natural diferen莽a, e, permite a transforma莽茫o do querer de cada um em uma realidade constru铆da por mais de uma opini茫o.
[1] Letra de uma m煤sica de Raul Seixas e Paulo Coelho, intitulada 鈥淢etamorfose ambulante鈥
[2] Autor de 鈥淭ratado da Natureza Humana鈥, escrito em 1739.
[3] Linha adotada pela Escola de Direito de Harvard (Harvard Law School), que disponibiliza informa莽玫es no site: www.harvard.edu.com.
[4] Modelo elaborado por Robert A. Barush Bush, te贸rico da negocia莽茫o, e Joseph F. Folger, te贸rico da comunica莽茫o.
CHAMADA PARA PUBLICA脟脙O – Boletim 103, n潞 01/2025 Os 20 anos da Conven莽茫o sobre a Prote莽茫o e Promo莽茫o da Diversidade das Express玫es Culturais Per铆odo para submiss茫o: 21 de maio a 08 de setembro de 2025 Este ano a Conven莽茫o sobre a Prote莽茫o e Promo莽茫o da Diversidade das Express玫es Culturais promulgada pelos pa铆ses membros da […]
O Observat贸rio da Diversidade Cultural, por meio da Lei Municipal de Incentivo 脿 Cultura de Belo Horizonte, patroc铆nio do Instituto Unimed, realiza o ciclo de forma莽茫o GEST脙O CULTURAL PARA LIDERAN脟AS COMUNIT脕RIAS. Per铆odo de realiza莽茫o: 10, 17 e 24 de outubro de 2024 Hor谩rio: Encontros online 脿s quintas-feiras, de 19 脿s 21h00 Carga hor谩ria total: 6 […]