Gil Am芒ncio iniciou sua jornada profissional em 1976 e, ao longo de sua carreira, criou projetos como FAN 鈥 Festival Internacional de Arte Negra de Belo Horizonte, Cia Ser谩Que? e o Coletivo de Cinema Coisa de Preto. Produziu o disco “T谩 Caindo Ful么” das Meninas de Sinh谩, e a trilha sonora do filme “Uma Onda no Ar鈥. Atualmente, 茅 coordenador, juntamente com a professora Shirley Miranda, do grupo de pesquisa 鈥淐iberterreiro鈥 na FAE/UFMG.
ODC – Na sua perspectiva, o que 茅 consci锚ncia negra?
Gil Am芒ncio – Particularmente, n茫o gosto da palavra consci锚ncia, ainda mais quando se trata de pessoas negras. N贸s pessoas negras, somos negras, apenas isso. Se fosse utilizar a palavra consci锚ncia usaria para a branquitude, que precisa rever a sua ancestralidade e assumir o que ela fez (e faz) com a popula莽茫o ind铆gena, africana e afro-brasileira, e se posicionar para que essa viol锚ncia contra pessoas n茫o brancas, que assistimos todos os dias nas m铆dias n茫o seja naturalizada.
ODC – Dia 20 de novembro, Dia da Consci锚ncia Negra, faz uma refer锚ncia ao l铆der do Quilombo de Palmares, Zumbi. Qual a import芒ncia de Palmares e Zumbi para a hist贸ria do Brasil?
Gil Am芒ncio – Para mim, a mesma import芒ncia que tem Dona Valdete e Meninas de Sinh谩, Marielle, Mangueira, Portela, Irmandade da Boa Morte, os Reinados, os candombl茅s, as capoeiras, os Maracatus, o quilombo do Ambr贸sio, as favelas, o hip hop, o quilombo do Manzo, a Rainha Belinha, as aldeias ind铆genas que lutam diariamente para garantir a vida e a dignidade das pessoas n茫o brancas e suas culturas.
ODC – Qual o papel da arte na luta contra o racismo?
Gil Am芒ncio – Ao falar de arte, 茅 preciso nomear de que arte estamos falando. Na palavra arte cabe muita coisa e, muitas vezes, as obras que s贸 refor莽am o racismo. A arte afrodiasp贸rica (jazz, samba, tango, rumba, rap, funk) s茫o, ao mesmo tempo, obras de arte e territ贸rios que permitiram e permitem a popula莽茫o negra se reinventar e tomar posse de seus corpos e n茫o aceitar o discurso colonizador de que 茅ramos escravos, mercadoria e inferiores.
ODC – A Lei 10.639 estabelece a obriga莽茫o de se ensinar Hist贸ria e Cultura Afro-Brasileira e Africana em todos os n铆veis da educa莽茫o brasileira de forma curricular e completou 18 anos de exist锚ncia em 2021. Como voc锚, sendo artista e educador, avalia a import芒ncia e os resultados desta lei?
Gil Am芒ncio – Hoje, quando estamos caminhando para a revis茫o da lei de cotas 茅 sobre ela que gostaria de falar. A lei das cotas realmente tem impactado as universidades com a presen莽a de uma juventude negra que vem, cada vez mais, apontando o racismo estrutural nos espa莽os de forma莽茫o e em nossa sociedade. 脡 preciso garantir que a lei de cotas continue at茅 conseguirmos uma equival锚ncia entre os conhecimentos nos espa莽os de forma莽茫o. Nesse caminho, 茅 fundamental garantir n茫o s贸 a presen莽a da juventude negra nas escolas e nas universidades, mas tamb茅m nos empregos p煤blicos e privados.
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