Historicamente, a cidade apresenta uma ordem espacial racializada, na qual a popula莽茫o negra predomina em 谩reas perif茅ricas. Segundo o Censo 2010, o Brasil 茅 composto 47,7% de brancos e 50,7% de negros. Considerando a popula莽茫o das favelas, essa propor莽茫o muda radicalmente. Nestes espa莽os, s茫o 68,3% de negros contra 30,5% de brancos (mais que o dobro).
No pa铆s, enquanto os homic铆dios de homens brancos vem caindo ao longo dos 煤ltimos anos, com os negros ocorre o inverso. Entre os primeiros, a taxa de homic铆dios por 100 mil habitantes caiu de 20,6 para 15, dos anos de 2002 a 2010. Para os segundos, no mesmo per铆odo, a taxa de homic铆dios subiu de 30 para 100 mil habitantes para 35,9. Isto 茅, em 2010, para cada dois brancos assassinados, 4,6 negros foram v铆timas de homic铆dio.
O racismo, portanto, opera tentando eliminar f铆sica e simbolicamente a popula莽茫o negra. A quest茫o 茅 que mesmo com dados e an谩lises sobre a quest茫o em relativa profus茫o, a viol锚ncia e a injusti莽a raciais, em geral, sensibilizam pouco a sociedade. Tal constata莽茫o motivou a cria莽茫o deste projeto que aposta no direito 脿 comunica莽茫o 鈥 de produzir e difundir narrativas 鈥 como forma de romper o c铆rculo de viol锚ncia simb贸lica e f铆sica do racismo.
A nega莽茫o da correspond锚ncia entre o racismo e as viol锚ncias sofridas nas periferias urbanas tem contribu铆do para 鈥渁utorizar鈥 e tornar invis铆veis as viola莽玫es de direitos nestes espa莽os. Portanto, 茅 necess谩rio romper com esta esp茅cie de 鈥渟an莽茫o鈥 social da viol锚ncia racial. E isto depende da produ莽茫o de representa莽玫es capazes de reafirmar a condi莽茫o de sujeitos de direitos dos moradores 鈥 em sua maioria negros 鈥 das periferias urbanas, por meio de suas pr贸prias vozes.
Para isso, Direito 脿 Comunica莽茫o e Justi莽a Racial busca atingir os seguintes objetivos:
1) Produzir e difundir conhecimento sobre o n铆vel de democratiza莽茫o da comunica莽茫o, tomando a comunica莽茫o como direito fundamental para a supera莽茫o do racismo;
2) Contribuir para a constru莽茫o e legitima莽茫o de pol铆ticas p煤blicas de democratiza莽茫o da comunica莽茫o (e fomento de ve铆culos populares), formando uma rede de atores e institui莽玫es que trabalham com comunica莽茫o nas periferias;
3) Incidir junto a m铆dia corporativa para difundir conhecimentos e representa莽玫es das favelas e espa莽os populares que contribuam com o enfrentamento do racismo.
Contato: justicaracial@observatoriodefavelas.org.br ou Facebook.com/MidiaeFavela
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