Na próxima semana, especificamente no dia 12 de outubro, comemora-se o “Dia das Crianças” no Brasil – uma das principais datas comerciais do calendário brasileiro e que se volta prioritariamente para o consumo.
No entanto, para refletir sobre a infância enquanto categoria social, o Coordenador Geral do ODC, Prof. Dr. José Marcio Barros, entrevistou a gestora cultural, intérprete-criadora e pesquisadora das infâncias, Isabela Silveira.
Formada em Interpretação Teatral e com mestrado em Teatro pela UFBA, Isabela Silveira trabalha há cerca de 20 anos na cena cultural, tendo atuado junto a diferentes grupos artísticos locais e nacionais. Foi gestora do Espaço Xisto Bahia, de 2012 a 2015, onde se dedicou a ações de formação de público, com destaque para projetos para o público infantil. Desde então, a Cultura Infância vem sendo seu foco central de interesse, de modo que, atualmente, desenvolve pesquisa de doutorado sobre o tema no Pós-Cultura da UFBA. É integrante do Coletivo Gestão Cultural e do CRICA – Criar para crianças, ambos grupos de pesquisa compostos por pesquisadores da UFBA e UFRB.

Isabela Silveira é doutoranda em Cultura e Sociedade pela UFBa, Mestra em Teatro pela UFBa e formada em Interpretação Teatral. É também integrante do CRICA – Criar para crianças.
José Márcio Barros (JMB) – Como definir infância e criança?
Isabela Silveira (IS) – Para iniciar esta entrevista eu aciono as palavras de uma menina, Natalia Calderón, que no livro A casa das estrelas¹ nos apresenta sua definição do que é criança: “são humanos, às vezes são maus, às vezes são bons, choram, gritam; brincam, brigam, tomam banho, às vezes não tomam banho, entram na piscina e crescem.”
Eu gosto demais dessa definição da Natalia porque ela, no auge de seus seis anos, consegue nos informar que a criança é esse sujeito concreto, às vezes bom, às vezes nem tanto, e que está ali vivendo sua infância. Nesse ser cabem todas as idiossincrasias que são próprias ao ser humano, reconhecendo que a subjetividade lhe faz um sujeito único, que precisaria ser olhado e compreendido caso a caso. As crianças são diversas entre elas, são únicas, e vivem de formas heterogêneas suas infâncias.
Já a infância é uma categoria social, de tipo geracional, à qual esses sujeitos pertencem. A infância tem caráter homogeneizador para esses sujeitos e ainda se articula com outras categorias sociais, como raça, gênero, classe social, etnia, origem etc. A infância é uma construção histórica que responde às percepções adultas daquele tempo, contribuindo na conformação do status e modos de vida desses sujeitos mais jovens. Afinal, por meio dela são concedidas autorizações ou expedidas vedações para o trânsito e a participação na vida coletiva e comunitária, sobretudo porque a Modernidade definiu a infância por uma negatividade constituinte. As crianças, posto que pertencentes à infância, por premissa não votam, não podem ser eleitas, não acessam diretamente o mercado de trabalho, não se casam, não decidem sobre suas próprias vidas. Mas, isso não é sempre estável nem tácito, e mesmo o recorte etário de quando termina a infância e começa a adolescência encontra diferenças mundo afora. Para a ONU, por exemplo, criança é todo sujeito com menos de 18 anos; isso se dá por estratégia política para mobilização das agendas dos sujeitos mais jovens, e atesta o aspecto construído dessas definições.
No Brasil, criança é todo mundo que ainda não completou 12 anos de idade, e adolescentes são aqueles que têm mais de 12 anos, mas ainda não completaram 18 anos. Mas, as discussões recentes sobre maioridade penal ou os números alarmantes de casamentos abaixo de 14 anos, para citarmos dois exemplos, testemunham como a articulação entre a homogeneização da categoria infância e as especificidades do sujeito criança tem impactos mais ou menos diretos na vida de todos na sociedade.
JMB – Em sua opinião, como relacionar a infância e a diversidade cultural?
IS – Essa pergunta chega em um momento delicado, porque eu já não sei mais o que eu penso sobre isso (risos). Atualmente, eu tenho dúvidas sobre como estabelecer essa relação, pois durante um bom tempo eu fui partidária do pensamento de Jorge Larrosa e outros autores que pensam a infância pela ótica da diversidade. Seria ela esse ‘outro’ do adulto, mas sendo possível um giro no eixo para vermos a partir do ponto de vista delas. Mas, recentemente, eu cheguei a Qvortrup, que diz que colocar o geracional no mesmo pacote que demais aspectos, leva a uma perda de força das agendas infantis. Em linhas gerais, ele vai dizer que se acionamos a geração tão somente como diferença, e não como condição constituinte, as crianças perdem, e muito, porque elas estão apartadas dos espaços de poder e decisão. Então, a gente precisaria estar especialmente atento, porque muito facilmente essa diferença se traduz em desigualdade e, no atual contexto de avanço de pautas e de um ethos neoliberal, é muito complicado colocar as crianças em um centro de discussão porque elas, a priori, não são geradoras de riqueza. Para dizer o mínimo.
Quando falamos especificamente de diversidade cultural, é necessário compreender que a infância se faz em diálogo com a adultez e com as demais gerações. Portanto, a criança produz cultura a partir dos elementos que ela detém, e que ela partilha de sentidos comuns com aqueles de sua convivência. A questão seria compreender como e porque elas seguem, dentro de seus recortes étnicos, de gênero, em suas comunidades enfim, sendo subalternizadas e tratadas como menos aptas a contribuírem para o todo. Seria necessária uma nova percepção sobre os mais jovens, olhando-os como seres humanos que já são potentes e criativos hoje, e não somente como um vir a ser, como o agente que poderá ser um dia, habilitado para promover a transformação, manutenção, valorização das características de seu grupo social a partir de determinada idade. Não tem sentido condicionar à adultez a relevância dos sujeitos sociais, mas é isso que está posto em quase todos os contextos sociais. Então, articular diversidade com infância não gera grandes ganhos para as crianças, porque elas seguem confinadas a um olhar que lhes enxerga na virtualidade de uma futura atuação – e não na concretude de uma atual contribuição.
Além disso, no palanque político, um aspecto que marca as lutas pela diversidade é o esforço de autorrepresentação, que levou, por exemplo, que as minorias se articulassem para ocupar espaços de representação política, em casas legislativas, instituições de toda natureza, nos meios de comunicação, no meio acadêmico. Mas isso é, constitutivamente, inviável para crianças, sobretudo as de menos idade, porque praticamente tudo na sociedade está organizado em torno dos sentidos produzidos pela linguagem. Como as crianças ainda não dominam a linguagem, seja ela verbal ou escrita, a autorrepresentação se faz especialmente complexa, quiçá impossível. Então, elas tendem a ficar prejudicadas nas naturais disputas que pautam o campo democrático.
Desse modo, eu tendo a pensar que a gente precisa tratar as crianças e as infâncias como parte integrante de um complexo sistema social de co-dependência, assumindo que elas são responsabilidade coletiva, e instituindo dispositivos de fiscalização em todos os espaços de poder e decisão para que elas, garantidamente, sejam levadas em conta pelos adultos que decidem por suas próprias vidas e pelas delas. E isso não se daria pela via da diversidade, a meu ver. Mas, admito que também não saberia dizer por onde caminharíamos. Talvez pautar essa questão um pouco como temos tentado pautar as questões ambientais, acionando os efeitos nocivos comuns como argumento pela necessidade de esforços coletivos para solucionarmos o que tiver pra ser solucionado juntos.
Mas, de fato, eu sigo refletindo sobre como colocar as crianças em um lugar de devida importância na miríade de disputas narrativas que se encontram em curso na atualidade.
JMB – Em que e como o conceito de culturas das infâncias nos ajuda a inovar na compreensão da criança como sujeito social?
IS – Essa pergunta guarda em si uma dimensão muito importante para aqueles que se dedicam ao campo dos Estudos da Criança. Isso porque, historicamente, as crianças e as infâncias foram pouco tematizadas pelas Ciências Sociais para além dos seus aspectos de socialização, ou seja, para além das estratégias de integração e assimilação das regras e valores sociais dos agrupamentos que partilhavam. Mas elas por elas, as crianças como crianças e não como alguém em trânsito para a vida adulta, é algo bem recente, que se estabeleceu, de fato, a partir último quartel do século XX. Essa concentração nos aspectos de socialização gerou, nas palavras de Manuel Sarmento², uma hipostasia no campo. Ou seja: as crianças meio que desapareceram do discurso social ao mesmo tempo que, em certa medida, desapareceram também da cena social. Isso tem a ver com todo processo de privatização da infância que começou no século XIX, quando os adultos decidiram que o melhor lugar para as crianças estarem seria na escola e/ou em instituições de cuidado, como creches, jardins de infância, orfanatos (quando estes fossem necessários). Ou então em casa, sob cuidados familiares. Isso não necessariamente é ruim per si, mas resultou em uma crescente institucionalização da infância, e passamos a tematizá-la somente na condição de aluno, paciente, por sua situação de vulnerabilidade social ou suas carências. Então, a educação, a medicina, a psicologia (e todos seus desdobramentos), a assistência social e afins se dedicaram a escrutinar a criança, enquanto outras áreas meio que deixaram de discutir sobre ela.
Por conta disso, ainda precisamos explicar que a criança, posto que não vive em um vácuo social, e sim em relação com seu meio e com as demais pessoas, influencia seus contextos de vida, os interpreta, os altera, contribui para eles. Portanto, ela é produtora de cultura.
A capacidade das crianças influenciarem outros sujeitos e seus contextos sociais já foi bem observada por Corsaro (2006, 2009)³ ao falar sobre reprodução interpretativa e cultura de pares. Basicamente ele afirma, ao conceituar a reprodução interpretativa, que as crianças estão todo o tempo interpretando o mundo, e não apenas recebendo passivamente as orientações de seus cuidadores. Elas reproduzem ações e valores, mas também criticam, deslocam sentidos, põem de lado coisas que não gostam. E a cultura de pares mostra que crianças copiam e aprendem também de outras crianças, inclusive com menos resistência a determinadas convenções estabelecidas por aqueles que se parecem com elas.
O fato é que o vetor de força das relações intersociais parece estar, sempre e irrefletidamente, saindo do adulto em direção à criança, e poucas vezes ele se inverte. Mas, as crianças têm opiniões e percepções sobre o mundo, formas criativas de resolver conflitos, dedicam-se à reflexão e compreensão de aspectos muito sensíveis da vida coletiva, e poderiam contribuir, sim, para encontrarmos soluções para problemas que nos afligem a todos. Em especial, aponto sua facilidade de refazer pactos de sociabilidade quando esses parecem não mais funcionar e sua capacidade de assumirem seus pares como interlocutores válidos; estes são aspectos das culturas da infância que mereciam ser assimilados por nós adultos. Para os incrédulos, sugiro observarem crianças brincando em um parquinho ou pracinha com outras crianças desconhecidas; a fluidez da brincadeira provém em grande parte de uma capacidade de escuta muito apurada, uma disponibilidade para fazer acordos e pactuar regras para que o jogo funcione. Isso poderia, e muito, nos inspirar a viver melhor coletivamente, para início de conversa.
Há autores que vão falar que as crianças estão inseridas, em um só tempo, na cultura infantil e na cultura adulta. Acho que isso faz sentido, sobretudo porque existe uma condição de minoridade e subalternização sobre as crianças, que bem cedo se percebem em lugar de desvantagem social frente aos mais velhos. Ainda assim, elas seguem resistindo individualmente ou em grupo, colocando suas impressões, construindo pontes e produzindo sentidos nas fissuras, em uma posição muito determinada a renegociar seus trânsitos e acessos aos espaços de decisão. Seja pelo pedido, pelo abraço, pelo choro, pelo grito, pela birra, pela obediência ou insurgência, o fato é que as crianças não desistem de se colocar como integrantes ativos da sociedade. E em um momento em que o individualismo pauta inúmeros aspectos da vida, essa disponibilidade para o coletivo deveria nos despertar maior interesse.
JMB – No Brasil temos políticas culturais para a criança?
IS – Eu gostaria de dar outra resposta, mais bonita e esperançosa, mas não temos não. E poderia dizer que nunca tivemos, nem nos nossos melhores momentos do setor. Há um apagamento generalizado das agendas infantis, inclusive no setor cultural, e já escrevi sobre isso abordando o Plano Nacional de Cultura e o Conselho Municipal de Política Cultural de Salvador, este último publicado aqui mesmo pelo Observatório da Diversidade Cultural.
Obviamente, há iniciativas voltadas para a produção de conteúdo, tanto nas artes do espetáculo como no audiovisual, mas políticas para a criança eu afirmo que não existem. Como eu coloquei, a criança não vive em um vácuo social, mas, mesmo que houvesse imenso incentivo (que não há) para a produção de produtos artísticos e culturais, ainda assim não resolveríamos muita coisa. É preciso pensar que a infância cruza os 12 anos iniciais da vida de qualquer pessoa, é preciso compreender que sem regularidade de oferta o hábito não se estabelece, é preciso pensar que a criança não acessa qualquer conteúdo sozinha, é importante pensar na integração aos hábitos familiares e de sua comunidade… é muita coisa a se considerar que não tem sido devidamente analisada. Sobretudo porque grande parte das iniciativas que existem são muito pautadas na perspectiva da criança como um ‘público entrante’, ou seja, visando estimular o interesse no consumo cultural agora para que sejam adultos consumidores mais à frente. E isso acaba deslocando essas iniciativas dos aspectos do momento presente desses sujeitos, mirando a infância em sua dimensão homogeneizante, e esquecendo como as crianças são múltiplas e plurais, e que só podem viver suas infâncias no aqui e agora.
Outro aspecto que passa ao largo, é o fato de que as crianças, por sua dependência inerente de serem cuidadas por outrem, estão muitas vezes presentes em ações culturais que não lhes têm como destinatário primeiro: há mães, pais, tias, cuidadores em geral que desejam, ou simplesmente precisam, levar as crianças para seus momentos de lazer e fruição cultural, mas o apagamento simbólico das presenças infantis faz dessa decisão algo muito complexo. Isso se dá porque elas não são assimiladas nos espaços como frequentadoras em potencial, então não há estrutura física nem treinamento de equipes para acolhê-las, além de muitas vezes gerar desconforto nos demais frequentadores. Acho isso especialmente curioso, porque assume que as crianças são sempre seres mal-educados e que, por isso, não deveriam estar ali com aqueles seres adultos, sempre “tão bem-educados” (risos). Levanta também a questão de que os conteúdos adultos são considerados por premissa como inadequados para não-adultos – o que não faz lá muito sentido, especialmente porque as crianças estão inseridas em contextos sociais em que os conteúdos são cada vez mais abundantes e acessíveis. Claro que há criações que demandam uma mediação por parte de seus cuidadores (e adultos em geral) para que as crianças as acessem, mas não se justifica uma vedação a suas presenças como condição primeira para veiculação de tais conteúdos.
Enfim, a gente teria que avançar muito para estabelecer um bom debate. Mas, o primeiro passo seria aceitarmos que as crianças não são cidadãos de segunda classe, sobre os quais se justificam quaisquer exclusões constituintes. Os sujeitos de 0 a 12 anos precisam ser pensados como integrantes da sociedade, com direitos de participação, circulação, opinião, questionamento, resistência inclusive acerca daquilo que não é criado “para eles”.
A ausência de políticas culturais para crianças tem origem multifatorial, a meu ver, e ainda estamos assentados sobre um ideário de artes para infância vistas só por seu aspecto educativo e socializador, ou então acionando a cultura para redenção de pessoas em situação de vulnerabilidade social. Tudo isso é válido, mas precisamos ir além. A cultura é importante porque ela soma-se a outros campos da vida para nos ajudar a compreender o mundo em que estamos, e também porque nos gera alegria, nos estimula esteticamente, nos acolhe, emociona, angustia ou tranquiliza. Portanto, ela não é importante somente porque nos ‘ensina’ alguma coisa. Sendo assim, por que deveria ser diferente quando falamos de arte e cultura destinadas a crianças, afinal?
JMB – O que comemorar no Dia da Criança?
IS – Sei que no contexto tão doloroso em que estamos vivendo, a gente sente que talvez não haja muito o que comemorar. Mas, devemos celebrar os avanços conquistados desde a Convenção sobre os Direitos da Criança, de 1989, e o próprio ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), de 1990, porque muitas coisas relativas à proteção e à provisão das crianças foram conquistadas. Se por um lado crianças seguem sendo a categoria social mais impactada pelas crises econômicas e mais vitimada pela pobreza, se elas constituem parcela imensa dos deslocados por guerras e conflitos, existe agora a compreensão de que isso é fato anômalo, que deve ser resolvido, e que tal situação afeta as sociedades transversalmente. A percepção de que a criança seja um sujeito de direitos avança, e hoje é cada vez menos aceitável a educação pela violência, a criança que esteja fora da escola ou mesmo que uma criança nasça e não tenha um registro, por exemplo. Alguns aspectos de direitos caminharam em direção a uma universalização, mesmo que falte muito até se consolidarem.
De todo modo, eu sempre acho que podemos celebrar as crianças em si, como pessoas que são. Para mim, apaixonada por gente e por coisas de gente, as crianças seguem sendo as gentes mais inusitadas, disponíveis para o afeto e curiosas que existem. E isso se dá porque elas chegaram há menos tempo neste mundo do que nós, adultos. Portanto, elas ainda não perderam o ânimo de mudar as coisas que aí estão. As coisas estão como estão porque sempre estiveram em mãos adultas, penso eu. Então, celebrar as presenças infantis, seu arrojo e coragem para sonharem outras realidades, talvez seja nosso maior motivo para comemorar.
Porque quando eu leio uma criança de 11 anos ⁴ definir o mundo como “Maravilhas”, eu intuo que elas estejam enxergando caminhos que eu mesma não tenha enxergado. No auge de minha sensibilidade, preciso aceitar que talvez não seja só ingenuidade, mas sabedoria. Desse modo nos convoco a, no Dia das Crianças, olharmos e pensarmos sobre elas e, por que não, também aprenderemos a dirigir o olhar para essas maravilhas que elas sempre parecem enxergar.
¹ NARANJO, Javier (org.). Casa das estrelas: o universo pelo olhar das crianças. Trad. Carla Branco – São Paulo: Planeta do Brasil, 2018.²
² SARMENTO, Manuel Jacinto: “Sociologia da infância: correntes e confluências”, in: ESTUDOS DA INFÂNCIA – Educação e Práticas Sociais (p.17 a 39). SARMENTO, Manuel e GOUVEA, Maria Cristina Soares de (orgs.). 2. ed. – Petrópolis, RJ: Vozes. 2009. Coleção Ciências sociais e educação.
³ Corsaro, W.A. (2006). “We’re Friends, Right?”: Inside Kid’s Culture, Conferência. Finlândia.
Corsaro, W.A. (2009). Reprodução interpretativa e Cultura de pares. In Muller, F. & Carvalho, A.M.A (orgs.). Teoria e prática na pesquisa com crianças: diálogos com William Corsaro. São Paulo: Cortez.
⁴ David Piedrahíta, in NARANJO, Javier (org.). Casa das estrelas: o universo pelo olhar das crianças. Trad. Carla Branco – São Paulo: Planeta do Brasil, 2018. p.92
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Isabela, que texto rico , bem explicado e atual. Muito obrigada pelo seu compartilhamento.
Muito relevante o tema. Isabela apresentou algumas questões que nos faz pensar sobre. É verdade que o olhar de uma criança não é como a do adulto e isso foi destacado com paixão. Teremos que ter sensibilidade para perceber isso. Valeu Isaaa…. Grande contribuição.
Maravilhosa entrevista! Importante pensar e refletir sobre a infância de uma forma complexa e profunda. Parabéns. O único é ponderar que avanços significativos a nível de legislação foram empreendidos pela Rede Nacional Primeira Infancia com o Marco Legal pela primeira infância sancionado pela nossa presidenta Dilma. Uma grande revolução a nível de legislação!
Discutir a infância é sempre relevante. Um mundo bom para as crianças é um mundo bom para todos. Obrigada pelo seu trabalho, Isabela!