A cúpula da Associação de Cidades e Governos Locais Unidos (CGLU) aconteceu na última semana, entre 09 e 11 de setembro, em Izmir, na Turquia, trazendo as contribuições das reuniões anteriores de Bilbao (2015), Jeju (2017) e Buenos Aires (2019). Procurou desta vez, entre outros objetivos mais globais, situar a cultura como eixo central do desenvolvimento local, afirmando que é com a Cultura e na Cultura que encontraremos caminhos para desenvolvimento local sustentável e equitativo. As discussões tiveram particular atenção aos seguintes pontos:
A cúpula propôs que governos e sociedades busquem formas de estar em harmonia em quatro aspectos da nossa realidade. Importante frisar que esse “estar em harmonia” não quer dizer, em absoluto, estar sem conflitos, sufocando as diferenças ou pensamentos divergentes, mas buscando entendimento numa atitude construtiva diante dos mesmos conflitos, diferenças ou divergências. Os aspectos para os quais somos chamados a definir plataforma de atuação mais equilibrada e harmônica são os seguintes:
A cúpula procurou também estimular a UNESCO e os governos locais e nacionais a realizar a Conferência Mondiacult em 2022, com a inclusão de vários objetivos relacionados ao patrimônio e memória, à criatividade, à diversidade e conhecimento. E que esta conferência seja apoiada em narrativas que identifiquem claramente a cultura como um componente central da identidade local e regional, e como um vetor para a solidariedade global, a cultura de paz e a plena realização dos direitos humanos.
Por fim, alerta para a necessidade de atenção e garantia de aplicação das recomendações dos documentos “Agenda 21 ações” (2015), de orientação para o desenvolvimento local com base na cultura, da “Agenda 2030” e da “nova Agenda Urbana”, relacionando a Cultura e os ODS , e da “Declaração Política de Durban” (2019), a qual busca estabelecer referências para uma agenda municipalista e novos pactos sociais em âmbito internacional com base na cidadania, planejamento urbano, equidade, democracia, diálogo intergeracional e diversidade cultural.
Leia a declaração em espanhol aqui.
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CHAMADA PARA PUBLICAÇÃO Revista Observatório da Diversidade Cultural, volume 104, nº 01/2026 Diversidade Cultural e Ação Comunitária: possibilidades, experiências e desafios Período para submissão: 09 de março a 04 de maio de 2026 A Revista do Observatório da Diversidade Cultural convida pesquisadoras(es), gestoras(es) culturais, educadoras(es), artistas, estudantes, lideranças comunitárias e integrantes de coletivos culturais […]
O Observatório da Diversidade Cultural, por meio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte, patrocínio do Instituto Unimed, realiza o ciclo de formação GESTÃO CULTURAL PARA LIDERANÇAS COMUNITÁRIAS. Período de realização: 10, 17 e 24 de outubro de 2024 Horário: Encontros online às quintas-feiras, de 19 às 21h00 Carga horária total: 6 […]
O grande embate deste milênio é sem dúvida a questão das culturas, desenvolver uma estratégia de contraataque à guerra contracultural a qual estamos submetidos, é não só uma questão de sobrevivência mas sobre tudo uma questão essencial para a construção da civilização do amor.