Com a nova Lei 13006, a exibição de filmes nacionais constituirá componente curricular complementar integrado à proposta pedagógica da escola.
A coordenadora adjunta do Programa de Alfabetização Audiovisual pela Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, Maria Angélica dos Santos, analisa a norma que torna obrigatória a exibição de filmes de produção nacional nas escolas de ensino básico por, no mínimo, duas horas mensais, enfatizando que, sua importância, no contexto do cinema e educação, está ligada à formação de público. “É, sem dúvida, um resultado importante que pode ser comemorado”, considera, lembrando que será necessário operar um redimensionamento da rede de distribuição, tendo em vista a adequação ao que a lei propõe.
“O atendimento de uma massa de público como o universo da educação básica brasileira trará, certamente, um sopro novo e de grandes proporções à cadeia produtiva do cinema nacional. Teremos um público novo e constante, que impulsionará uma produção maior e, principalmente, com uma distribuição mais democrática”, acredita Maria Angélica. Graduada em Ciências Sociais, com especialização em Alfabetização para as Classes Populares e Projetos Sociais e Culturais, pela UFRGS, Maria Angélica coordenou o Projeto Olho da Rua, pela Coordenação de Cinema Vídeo e Fotografia e atualmente é coordenadora adjunta do Programa de Alfabetização Audiovisual pela Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre. Maria Angélica é também uma das coordenadoras da Rede Latino-Americana de Educação, Cinema e Audiovisual – Rede Kino.
Ela destaca o avanço da Lei que torna possibilita o acesso ao cinema nacional por um público novo, até então distante das salas de cinema. “O cenário que se desenha com a lei vigorando e, com o acesso dimensionado em duas horas mensais, implicará também em um significativo aumento de repertório para educadores e estudantes. A quantidade deverá impulsionar a diversidade e, certamente, garantirá a qualidade”.
É comum ouvir relatos, acrescenta a coordenadora, de que a falta de professores ou o impedimento de usar o pátio externo da escola resulta em uma sessão de vídeo com qualquer título, mesmo improvisado. Nesse sentido, o audiovisual como componente curricular deve criar, na sua visão, condições de recursos físicos, equipamentos e recursos humanos adequados para fazer frente a esta nova demanda. “A lei e sua implementação cria espaços para exibição de conteúdo audiovisual nacional e cabe a todos os segmentos envolvidos nesta ação buscar condições para que possamos exibir o que de melhor se produz no cinema nacional.
Na avaliação da pesquisadora, a retomada e dinamização da Programadora Brasil consiste, por sua vez, em “necessidade imperativa para suprir a demanda sobre títulos nacionais de qualidade”. O programa da Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura disponibiliza filmes e vídeos para pontos de exibição, como escolas, universidades, cineclubes e centros culturais, para aproximar o cinema brasileiro do cidadão. “Além disso, é de se pensar que haverá número cada vez maior de incentivos à produção de títulos destinados ao público infanto-juvenil”, destaca Maria Angélica.
Leia também: UMA REFLEXÃO CRÍTICA SOBRE A LEI 13006: para além da exibição dos filmes nas escolas, por Marcos Donizetti da Silva*
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A Lei nº 13.006/2014 determina que as escolas de ensino básico exibam filmes brasileiros por pelo menos duas horas por mês, como parte da proposta pedagógica.
Segundo Maria Angélica dos Santos, essa lei é importante porque:
Ajuda a formar novos públicos para o cinema nacional.
Amplia o repertório cultural de alunos e professores.
Fortalece a produção e distribuição do cinema brasileiro.
Exige que as escolas tenham estrutura adequada (equipamentos e organização) para exibir os filmes com qualidade.
Ela também destaca que é importante fortalecer a Programadora Brasil, que disponibiliza filmes nacionais para escolas e outros espaços culturais.
A implementação da Lei 13006, que torna obrigatória a exibição de filmes nacionais nas escolas de ensino básico, representa um avanço significativo na promoção do cinema brasileiro e na formação de um público mais conectado à nossa produção audiovisual. Essa iniciativa não apenas amplia o acesso dos estudantes às obras nacionais, mas também contribui para o fortalecimento da identidade cultural e o incentivo à diversidade no cinema. No entanto, é fundamental garantir recursos adequados, infraestrutura e capacitação dos professores para que essa política seja efetiva e alcance seu potencial de transformar o cenário cultural e educacional do país. A parceria com programas como a Programadora Brasil é essencial para disponibilizar conteúdos de qualidade e ampliar as possibilidades de exibição nas escolas.
Materia escepsional , A exibçao de filmes na escola enriquece o curriculo educacional .
Alguém falar em “currículo escolar” e não saber escrever a palavra excepcional, por duas vezes… E insistiu em “excepcional”. Vergonhoso isso!
Materia escepsional
Promoção da cultura nacional ;Desenvolvimento da critica; Melhoria da compreensão e estimulo a criatividade
Com certeza valorizar nossa cultura sempre será importante. “A lei e sua implementação cria espaços para exibição de conteúdo audiovisual nacional e cabe a todos os segmentos envolvidos nesta ação buscar condições para que possamos exibir o que de melhor se produz no cinema nacional.