O QUE É ESTE RELATÓRIO
Ele surge no âmbito da Conferência Mundial da UNESCO sobre Políticas Culturais e Desenvolvimento Sustentável (MONDIACULT 2025) e sobre isso cabe uma síntese para introduzir o tema. Em 2022, na Cidade do México, 150 Estados adotaram por unanimidade a Declaração da MONDIACULT. Ao reivindicarem a inclusão da cultura como um objetivo independente na agenda pós-2030, eles afirmaram o potencial deste bem público global para impulsionar o desenvolvimento sustentável e alcançar um futuro mais justo e inclusivo. A adoção do Pacto para o Futuro[1], em 2024, reafirmou o papel decisivo da contribuição da cultura para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas.
Agora, à medida que se aproxima 2030, o ápice do compromisso compartilhado com os ODS, é mais importante do que nunca aproveitar todo o potencial da cultura ao redor do mundo. Esta publicação inaugura a série quadrienal de Relatórios Mundial de Políticas Culturais e é a primeira análise global desse tipo a considerar todas os âmbitos da cultura. A direção da UNESCO aproveita a ocasião do lançamento do relatório para convidar governos, profissionais da cultura e a sociedade civil a aproveitarem este recurso para reimaginar as políticas culturais em todo o mundo na preparação para a MONDIACULT 2029.
Continuamos aqui a série de apontamentos sobre o último relatório publicado pela UNESCO sobre política cultural. Desta vez trazemos a síntese do quinto capítulo do documento[2], com os pontos centrais e uma síntese dos elementos mais importantes tratados no capítulo.
CAPÍTULO 5 – Combater as alterações climáticas e promover a sustentabilidade ambiental através da cultura
Pontos centrais do capítulo
Outros pontos relevantes do capítulo
Muitas pessoas têm perguntado qual a relação das mudanças climáticas e a cultura. O capítulo 5 do relatório aponta que patrimônio material, como os bens do Patrimônio Mundial Cultural, estão cada vez mais vulneráveis às mudanças climáticas, visto que muitas estruturas e sítios indicados foram construídos para climas locais específicos.
Além disso, o patrimônio imaterial também se encontra em risco, uma vez que as mudanças climáticas impactam no cotidiano de agrupamentos tradicionais, os quais dependem da relação com os territórios físicos onde vivem. Este é o caso das comunidades indígenas e a questão dos impactos sobre o patrimônio vivo.
Inicialmente, um ponto levantado no documento diz respeito ao impacto do derretimento das geleiras ao nível do mar em áreas costeiras. Aproximadamente 130 bens do Patrimônio Mundial Cultural enfrentam riscos a longo prazo devido à elevação do nível do mar, incluindo as Grutas de Elefanta na Índia, o Mont-Saint-Michel e sua baía na França, e o Sítio Arqueológico de Cartago na Tunísia (UNESCO e PNUMA, 2016). As mudanças no nível do mar na margem continental estão expondo milhares de sítios pré-históricos nas praias, e o impacto das ondas afeta fortalezas costeiras, representando ameaças ao patrimônio cultural subaquático devido a mudanças nos padrões de conservação, alterações nas correntes marítimas e à introdução de novas espécies animais nas águas. Ao mesmo tempo, secas prolongadas reduzem significativamente os níveis de lagos e rios, expondo material arqueológico e levando à sua rápida deterioração.
Em 2019 Veneza registrou uma maré histórica[4] com quase dois metros de altura em seu pico, deixando mais de 80% da cidade submersa e danificando centenas de edifícios e monumentos, já que as medidas de impermeabilização existentes se mostraram inadequadas para suportar níveis de água tão elevados. Projeções estimam que o nível médio do mar na Lagoa poderá ser de 10 cm a 120 cm mais alto até 2100, dependendo dos cenários de emissões (Zanchettin et al., 2021).
O patrimônio construído está cada vez mais vulnerável a danos relacionados com as alterações climáticas, incluindo ventos extremos, chuvas intensas, erosão costeira, inundações e umidade. Além disso, as flutuações climáticas dentro dos edifícios, com o efeito de temperaturas e umidade mais altas, podem causar mofo, apodrecimento e infestações de insetos que podem comprometer a integridade estrutural. As fundações podem ser desestabilizadas por meio de alterações na umidade do solo.
Em sequência, o documento trata da importância de compreender os impactos sobre o patrimônio imaterial e a memória. As mudanças climáticas estão afetando cada vez mais o tecido sociocultural das comunidades em todo o mundo, tanto em grandes cidades quanto em comunidades rurais remotas. Nas últimas décadas, a compreensão do patrimônio cultural expandiu-se significativamente, passando a incluir não apenas monumentos, edifícios e coleções de objetos, mas também o patrimônio cultural imaterial, em grande parte graças aos instrumentos desenvolvidos pela UNESCO, notadamente a Convenção de 2003 para a Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial[5] (UNESCO, 2003). A Convenção de 2003 é a única convenção sobre patrimônio cultural que tem como missão não apenas respeitar e valorizar o patrimônio cultural imaterial, incluindo os sistemas de conhecimento local, mas também compreendê-los e protegê-los enquanto sistemas.
As heranças culturais apresentam uma dupla dimensão em todas as emergências, inclusive nas mudanças climáticas. Como muitas formas de patrimônio cultural imaterial estão profundamente ligadas a lugares, territórios e ambientes naturais específicos, as mudanças climáticas ameaçam a viabilidade do patrimônio vivo, seus portadores e os recursos que estes necessitam para praticar e transmitir seu patrimônio vivo (UNESCO, 2024a). Tanto rupturas rápidas (resultantes de desastres naturais repentinos) quanto eventos de desenvolvimento lento (como a alteração de habitats ou a elevação do nível do mar) podem resultar na perda ou transformação de estruturas construídas, espaços para prática e performance, ambientes de recursos e habitats, afetando profundamente os meios de subsistência, a identidade e a espiritualidade. Nesse sentido, as mudanças climáticas representam ameaças agudas à capacidade de uma comunidade reproduzir seus costumes e identidade compartilhada e garantir a transmissão de suas heranças culturais.
O sentimento de identidade compartilhada e o senso de pertencimento podem ser ameaçados pela perda de lugar ou pelo deslocamento de comunidades. Populações em todo o mundo estão sendo deslocadas ou forçadas a mudar seus modos de vida, trabalho, socialização e culto devido às mudanças climáticas. A perda de território, da habitabilidade e do patrimônio cultural tem impactos em cascata no bem-estar das pessoas e pode levar à perda de acesso a outros membros da comunidade, a conexões ancestrais, a locais, espaços e paisagens familiares, e aos materiais necessários para sustentar as práticas culturais. O deslocamento desvincula as comunidades de seus contextos sociais, materiais e ambientais, corroendo suas redes de segurança e coesão cultural (UNFCCC, 2024c).
Os impactos econômicos das mudanças climáticas são particularmente severos para os meios de subsistência indígenas e tradicionais, incluindo microempreendimentos como a caça, a pesca, a colheita, a agricultura itinerante, o pastoreio e agricultura realizada em altitudes mais elevadas. Entre novembro de 2023 e abril de 2024, a Mongólia vivenciou um devastador Dzud[6]: um inverno rigoroso após secas de verão que dizimou o gado e as comunidades pastoris do país. Esse fenômeno climático extremo resultou na morte de 7,9 milhões de cabeças de gado por inanição e frio (12,3% do rebanho nacional), com profundas repercussões no tecido sociocultural e econômico das comunidades nômades. Essas comunidades dependem do gado bovino, ovino e caprino não apenas para subsistência e renda, mas também para práticas como técnicas tradicionais de pastoreio, rituais sazonais e a produção de artesanato, como feltro, artigos de couro e outros.
As indústrias culturais e criativas estão igualmente expostas aos riscos econômicos das mudanças climáticas, com impactos imediatos sobre artesãos, artistas e profissionais da cultura. Os festivais estão entre as formas mais populares de interação dos australianos com as artes, atraindo 44% da população com mais de 15 anos (Creative Australia[7], 2023). No entanto, entre 2022 e 2023, pelo menos 22 festivais de música foram cancelados, adiados ou evacuados devido ao calor, incêndios, chuva ou inundações, um aumento significativo em relação aos 10 afetados entre 2013 e 2019 (Green and Strong, 2024). Em agosto de 2023, o furacão Hilary forçou o adiamento do festival Burning Man no deserto de Nevada, EUA, e duas semanas depois, uma chuva torrencial adicional causou graves inundações no local do festival, deixando mais de 70.000 participantes ilhados no deserto (Time, 2023).
A pressão econômica sobre a cultura é ainda mais agravada pelas mudanças climáticas, um fator multiplicador de riscos para a paz e a segurança. Elas intensificam os perigos atuais e as ameaças não climáticas, incluindo pobreza, instabilidade política, doenças, urbanização, poluição, insegurança hídrica e energética e potenciais implicações para conflitos sociais. Essas ameaças sobrepostas podem intensificar a vulnerabilidade da cultura e do patrimônio, desviando recursos destinados à preservação cultural, ao financiamento das artes, aos serviços de saúde e educação, à infraestrutura e ao emprego, ameaçando diretamente as comunidades e sua capacidade de acessar, usufruir e desfrutar de seu patrimônio cultural.
Outro ponto delicado e pouco explorado quando se fala em mudanças climáticas é o crescente investimento em infraestrutura de energia renovável em larga escala, como barragens ou usinas eólicas destinadas a promover a transição ecológica, as quais muitas vezes exigem o uso extensivo da terra. Esses projetos podem afetar negativamente a autenticidade ou a integridade das paisagens do patrimônio cultural e natural, interrompendo práticas e meios de subsistência tradicionais, impedindo a transmissão e a salvaguarda deste patrimônio para as gerações futuras.
O patrimônio cultural tem permanecido amplamente invisibilizado nos acordos, políticas e discursos sobre mudanças climáticas, apesar de sua importância como repositório de conhecimento. O reconhecimento urgente do patrimônio cultural em processos e iniciativas internacionais foi reafirmado pelo Comitê Executivo do Mecanismo Internacional de Varsóvia para Perdas e Danos da UNFCCC[8] em seu documento técnico de 2024 sobre Perdas Não Econômicas (UNFCCC, 2024c). O documento enfatiza que a “proteção e salvaguarda do patrimônio cultural é, por si só, uma ação climática significativa” e que “reforçar a resiliência cultural é urgente e essencial. Isso inclui o fortalecimento dos sistemas de governança e da legislação, bem como o engajamento das comunidades locais.
Os sítios do Patrimônio Mundial desempenham um papel fundamental como observatórios das mudanças climáticas, oferecendo modelos para práticas aplicadas e testadas de monitoramento, mitigação e adaptação. Em conjunto, esses bens de patrimônio natural, cultural e misto – 1.248 no total em setembro de 2025 – apoiam a conservação da biodiversidade global, o desenvolvimento sustentável e as soluções climáticas, melhorando a qualidade de vida na Terra. Eles fornecem diversos serviços e benefícios ecossistêmicos, como a regulação do clima, do solo, da água e da qualidade do ar, e servem como repositórios de conhecimento tradicional essenciais para a gestão sustentável dos recursos.
Além disso, oferecem oportunidades valiosas para o turismo, a pesquisa e a educação. O patrimônio molda o senso coletivo de identidade e pertencimento da humanidade, representando nosso legado do passado, aquilo com que convivemos hoje e o que transmitiremos às futuras gerações. Para garantir sua preservação contínua, é essencial compreender os impactos das mudanças climáticas e responder de forma eficaz, elaborando e implementando planos de adaptação nacionais e locais adequados. Isso exige abordagens pluralistas que integrem avaliações científicas, metodologias inovadoras, marcos políticos, conhecimento cultural local, sistemas de conhecimento indígena e práticas tradicionais de gestão. Construir resiliência cultural envolve capacitar as comunidades para que se envolvam ativamente na proteção e salvaguarda de seu patrimônio natural e cultural.
O impacto dos grandes projetos culturais no clima e o engajamento da cultura
Um ponto tratado no relatório é o impacto de grandes eventos nas questões climáticas. Desde o uso de equipamentos em festivais e produções cinematográficas até as demandas energéticas de museus, teatros e apresentações ao vivo, além das viagens associadas, toda atividade dentro das indústrias culturais e criativas tem um impacto ambiental, incluindo as atividades digitais, que muitas vezes são negligenciadas.
As emissões de carbono da produção cinematográfica e televisiva têm sido cada vez mais documentadas nos últimos anos. Uma análise de 161 longas-metragens e 266 séries de televisão – incluindo produções da Disney, Warner Bros. Discovery, Sony, Paramount, NBCUniversal, Netflix e Amazon – revelou que os filmes de grande orçamento (com orçamentos superiores a US$ 70 milhões) apresentaram uma pegada de carbono média de 3.370 toneladas de CO2e, ou 33 toneladas de CO2e por dia de filmagem. O consumo de combustível representou 48% das emissões, principalmente de veículos e geradores utilizados na produção (Sustainable Production Alliance[9], 2021). Uma produção típica de grande orçamento gera resíduos equivalentes ao peso de 313 baleias-azuis, enquanto as emissões do transporte aéreo são comparáveis a 11 viagens de ida da Terra à Lua.
Os impactos ambientais da indústria musical são, sem dúvida, os mais estudados. As principais preocupações incluem a poluição proveniente de shows, a pegada de carbono do streaming, as emissões de turnês ao vivo, casas de shows e festivais. Um estudo da indústria musical do Reino Unido estimou que artistas em turnê nacional e bandas britânicas em turnê internacional produziram cerca de 85.000 toneladas de CO2e em 2010 (Julie’s Bicycle[10], BOP Consulting e PEC, 2022). As apresentações ao vivo atingiram níveis recordes após a pandemia de COVID-19, com a Live Nation Entertainment relatando mais de 145 milhões de fãs presentes em mais de 50.000 eventos em todo o mundo em 2023. Cada evento envolve cenários temporários, iluminação de alto consumo energético, sistemas de som, aquecimento, refrigeração e deslocamentos significativos de artistas, equipamentos e público
Festivais e eventos ao ar livre são fundamentais para o panorama cultural de muitos países. Só no Reino Unido, 4,9 milhões de pessoas que acamparam em festivais em 2020 geraram 25.800 toneladas de resíduos e 24.261 toneladas de CO2e, excluindo as emissões de deslocamento (Vision: 2025, Julie’s Bicycle e Powerful Thinking[11], 2020). Um estudo realizado em 17 festivais europeus, contabilizando as emissões de Escopo 3, constatou que cada participante gera, em média, 11 kg de CO2e por dia. O deslocamento do público, artistas, equipe de produção e comerciantes representa aproximadamente 58% das emissões totais de um festival, enquanto o consumo de alimentos e bebidas contribui com cerca de 34% (A Greener Future, 2023).
O streaming de música e vídeo é frequentemente percebido como uma alternativa mais sustentável à mídia física, pois reduz significativamente o desperdício de plástico. No entanto, o armazenamento, processamento e transferência de dados digitais em todo o mundo exigem enormes recursos energéticos, resultando em emissões de carbono maiores do que em qualquer outro momento da história. Embora o impacto por usuário ao ouvir música, assistir a filmes ou jogar online nunca tenha sido tão baixo, a pegada ambiental cumulativa aumentou com a ascensão dos serviços de streaming, especialmente desde a pandemia. Em média, uma hora de streaming de mídia gera cerca de 55 gramas de CO2e, com a maior parte das emissões provenientes do dispositivo do usuário final (Carbon Trust[12], 2021). Em 2023, o número global de assinantes de streaming de música ultrapassou 700 milhões, um aumento de 90 milhões em relação ao ano anterior, aproximando o setor da marca de um bilhão de usuários (Midia Research[13], 2024).
Há mais de uma década, o Arts Council England tornou-se o primeiro órgão cultural do mundo a exigir relatórios ambientais e planos de ação como condição para o financiamento. Em parceria com a Julie’s Bicycle, o programa mobilizou milhares de organizações artísticas para monitorar, mensurar e relatar seus dados ambientais desde 2012. As ferramentas desenvolvidas foram adotadas globalmente, oferecendo métodos práticos e baseados em dados para reduzir os impactos ambientais do setor. Embora 96% dos Estados-Membros que reportam informações apresentem políticas que facilitem o acesso a diversas instalações e expressões culturais (Relatórios Periódicos da Convenção de 2005), esses dados abrangem áreas como energia, resíduos, água, turnês, materiais e viagens a negócios (Julie’s Bicycle, 2024). O programa Creative Ireland[14], em colaboração com o Departamento do Meio Ambiente, Clima e Comunicações, criou o Fundo de Ação Climática Criativa para apoiar projetos criativos, culturais e artísticos que aumentem a conscientização sobre as mudanças climáticas e incentivem a mudança de comportamento.
Muitas organizações culturais estão liderando ativamente os esforços para reduzir as emissões e desenvolver a capacidade do setor por meio de parcerias, estruturas e pesquisas para impulsionar a ação climática. A liderança da indústria musical se destaca, em parte, devido ao longo histórico de envolvimento de artistas e empresas com questões de sustentabilidade. Por exemplo, o Coldplay reduziu as emissões diretas de CO2 de seus shows em 59% em 2022 e 2023, adotando espaços com energia solar, pistas de dança cinéticas e bicicletas elétricas (Coldplay, 2024).
No Festival de Glastonbury de 2023, todos os geradores – que atendem cerca de 200.000 pessoas – funcionam exclusivamente com combustível Palm Oil free HVO[15], reduzindo as emissões de CO2e do ciclo de vida em até 90% (Glastonbury Festivals, 2023). Em 2024, o Massive Attack[16] realizou um concerto com o objetivo de estabelecer novos padrões para eventos musicais de grande escala e baixa emissão de carbono, alimentados inteiramente por energia renovável, com zero resíduos em aterros sanitários e apenas alimentos à base de plantas, resultado de uma colaboração de cinco anos com pesquisadores climáticos (Tyndall Center for Climate, 2025). Campanhas da sociedade civil como No Music On A Dead Planet[17] estão impulsionando o ativismo climático para o mainstream cultural, e artistas de renome como Billie Eilish e BLACKPINK emergiram como fortes defensores da ação climática.
Por fim, o relatório aponta, entre outras coisas a participação feminina. Deve-se garantir a participação e a liderança plenas, igualitárias e significativas das mulheres em todos os níveis da governança das mudanças climáticas, do meio ambiente e da redução dos riscos de desastres é crucial, pois isso não só salva vidas, como também pode ajudar a transformar a dinâmica de gênero dentro das comunidades. Mulheres e meninas devem estar no centro da ação climática porque têm o potencial de oferecer conhecimentos e experiências únicas que podem ajudar a solucionar as crises climáticas e ecossistêmicas, e porque a liderança feminina está associada à melhoria da sustentabilidade, da gestão de recursos e da resiliência climática.
[1] Acordo internacional adotado por consenso pelos líderes mundiais em 22 de setembro de 2024, durante a Cúpula do Futuro na sede da ONU em Nova Iork. Disponível em https://www.un.org/pact-for-the-future/en
[2] O documento pode ser acessado integralmente em https://unesdoc.unesco.org/ark:/48223/pf0000395707_spa
[3] Tratado internacional juridicamente vinculativo sobre mudanças climáticas, assinado em dezembro de 2015 durante a COP21 em Paris, na França. O pacto foi endossado por quase 200 países com o propósito central de combater o aquecimento global. Diferente de acordos anteriores, cada país define e assume suas próprias metas voluntárias de redução de emissões de gases de efeito estufa. Disponível integralmente em https://www.gov.br/mcti/pt-br/acompanhe-o-mcti/sirene/publicacoes/acordo-de-paris-e-ndc/arquivos/pdf/acordo_paris.pdf
[4] Segundo a imprensa internacional, a maré de 2019 foi a maior desde 1966. Disponível em https://brasil.elpais.com/brasil/2019/11/13/internacional/1573632952_315974.html
[5] O texto completo da Convenção de 2003 está disponível em https://www.gov.br/iphan/pt-br/patrimonio-cultural/patrimonio-imaterial/promocao-e-sustentabilidade-dos-bens-culturais/convencao-salvaguarda-patrim-cult-imaterial-2003.pdf/@@display-file/file
[6] Um DZUD, um termo mongol que descreve ‘condições severas de inverno”, às vezes grafado zud, é um desastre da estação fria em que condições climáticas extremas (ou seja, neve intensa e frio severo) e da superfície terrestre (cobertura de neve/gelo e falta de pastagem) levam à menor acessibilidade e disponibilidade de forragem/pastagens, e, por fim, a alta mortalidade de gado durante o inverno e a primavera (Natsagdorj & Dulamsuren, 2001).
[7] Creative Australia é o principal órgão oficial de investimento, financiamento e consultoria artística do governo da Austrália, criado em 2023 para substituir o Australia Council for the Arts.
[8]UNFCCC é a Plataforma de trabalho da Convenção das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, adotada em 1992. Disponível em https://unfccc.int/
[9] A Sustainable Production Alliance é um consórcio dos principais estúdios, streamers e instituições do segmento audiovisual no mundo, dedicado a promover iniciativas de sustentabilidade. Disponível em https://www.sustainableentertainmentalliance.org/
[10] Julie’s Bicycle é uma organização sem fins lucrativos com sede no Reino Unido que ajuda o setor de artes e cultura a agir contra a crise climática e ambiental
[11] Powerful Thinking é uma iniciativa e grupo sem fins lucrativos britânico fundado em 2001 focado em promover energia limpa, sustentabilidade e eficiência no setor de festivais e eventos ao ar livre.
[12] Carbon Trust é uma consultoria global e organização independente que ajuda empresas, governos e instituições a reduzirem suas emissões de carbono e acelerarem a transição para uma economia de baixo carbono.
[13] MIDIA Research é uma empresa global de inteligência de mercado, análise de dados e consultoria focada nos setores de entretenimento, mídia digital e tecnologia.
[14] Criative Ireland é é um programa do governo da Irlanda focado em cultura, criatividade e bem-esta
[15] palm-oil-free HVO fuel é um combustível renovável e sustentável, feito de resíduos (como óleo de cozinha usado), que não utiliza óleo de palma (dendê) na sua fabricação. HVO Significa Hydrotreated Vegetable Oil (Óleo Vegetal Hidrotratado), sendo um óleo vegetal processado com hidrogênio para virar um diesel renovável.
[16] Massive atack é um coletivo inglês de trip hop formado em Bristol em 1988. O trip hop é um gênero de música eletrônica focado em batidas lentas, climas sombrios e uma mistura de hip hop com jazz, dub e soul
[17] Este é o lema de um movimento global que une artistas, profissionais da indústria musical e fãs em prol de ações urgentes contra a crise climática
CHAMADA PARA PUBLICAÇÃO Revista Observatório da Diversidade Cultural, volume 104, nº 01/2026 Diversidade Cultural e Ação Comunitária: possibilidades, experiências e desafios Período para submissão: 09 de março a 04 de maio de 2026 A Revista do Observatório da Diversidade Cultural convida pesquisadoras(es), gestoras(es) culturais, educadoras(es), artistas, estudantes, lideranças comunitárias e integrantes de coletivos culturais […]
O Observatório da Diversidade Cultural, por meio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte, patrocínio do Instituto Unimed, realiza o ciclo de formação GESTÃO CULTURAL PARA LIDERANÇAS COMUNITÁRIAS. Período de realização: 10, 17 e 24 de outubro de 2024 Horário: Encontros online às quintas-feiras, de 19 às 21h00 Carga horária total: 6 […]